Retextualização:: Pequena narrativa > storyboard > fotosequência
O resultado foi gratificante, pois de um lado havia o anseio da aula com um professor
novo ainda desconhecido e que não sabiam ao certo o grau de exigência do
conteúdo, e por outro lado, uma qualidade técnica apurada de alunos
dedicados e que não se satisfazem em fazer apenas o que foi solicitado, buscando
sempre ir além. Assim, as história ganharam uma complexidade e um profundidade semântica
intensa.
A ideia inicial era escrever uma pequena história que passou
a ser chamada de texto-fonte. Esses textos-fonte foram trocados entre as
equipes e cada nova equipe desenvolveu um storyboard. Para nós a storyboard foi considerado um meio de transição, cujo fim seria servir de subsídio de uma nova linguagem, a
fotosequência.
Nesse momento os textos-fonte foram suprimidos, exigindo um
afastamento da linguagem original para uma nova linguagem: uma sequência de
fotos a partir do storyboard. As equipes tiveram um prazo de uma semana.
Texto 1 - Ahn?
Como ele fez pra pôr um sonho noutro sonho?
Real e imaginário,
Sobrepostos e misturados.
Quando acordado nada faz sentido
Envolvido pelo sono,
Cessam todos os ruídos.
Lá no consultório, ao doutor parece lógico:
ESQUIZOFRENIA. Tome a conta e o diagnóstico.
Texto 2 – Vida Coxinha
Crianças nascem com sonhos
Crescem focados no que querem realizar
Envelhecem e acomodam-se com o sonho dos outros
Morrem com a vida vazia.
Texto 3 – andava sozinho pela rua, sabia que não deveria
ter saído da cama naquele dia.
O barulho era caótico.
Pessoas correndo,
buzinas, celulares.
Olhou para um lado e de repente,...,
silêncio, silêncio, silencio...
Texto 4 – A viagem
Um homem andava normalmente na calçada
lançando sua bela maçã.
A cada três passos, sem medir sua força
a maçã alcançou um voo vertical à vários andares
do antigo prédio.
Texto 5 – “- De tanto esperar a justiça divina, ela,
como pertencente a um povo, se auto intitulou
“ A VOZ DE DEUS” e fez justiça com as próprias mãos.
Sacrilégio.”
Texto 6 – Segunda-feira, 5:40 da manhã, como de costume ele levanta da sua cama, toma seu banho de toda manhã, escova seus dentes na frente do espelho, toma seu café amargo cotidiano, e sai para mais um dia de trabalho com a estranha sensação de que algo está fora de sua rotina.
Chega no mesmo ponto de ônibus e embarca automaticamente no primeiro ônibus que passa.
Ele se acomoda e cochila.
Acorda às 7, hora de descer.
Com surpresa ele percebe que está onde não deveria estar, no gueto.
Lugar onde sempre e noite, onde a violência e a lei do cão imperam, um lugar para poucos e fortes,
onde os fracos não tem vez .
Amedrontado com todos os olhares em sua direção, caminha lentamente tentando se
Passar despercebido. Perdido embarca novamente no primeiro ônibus que aparece.
Aliviado por estar fora de perigo, cochila.
E como de costume ele acorda como sempre e desce no seu ponto.
Porém ele está no gueto. Surpreso por voltar procura desesperadamente por alguma maneira de escapar.
Encontra uma estação de metrô, e de baixo dos olhares das piores espécies, embarca no primeiro metrô.
De olhos bem abertos acompanha o caminho do metro pela janela para ter a certeza de que sairá daquele lugar.
Muitas paradas depois resolve descer.
Encontrando uma estação deserta corre pelas escadas de saída e com um grito desumano percebe que todos os caminhos levam ao gueto.
7- "It's like a coal to New Castle"












