terça-feira, 3 de junho de 2014

Hoje é um dia muito especial

Hoje é um dia muito especial, lembro-me como se fosse ontem, falta uma semana para meu aniversário ...

Bem, na verdade não me lembro direito, a maioria das coisas que vou escrever são coisas que imaginei que aconteceram, afinal eu tinha apenas quatro anos de idade, numa terra estranha chamada Itapetininga.

Com o tempo, minha mãe foi ficando estranhamente gorda, mas não gordinha, gorda mesmo, com uma barriga imensa, e o mais estranho é que ela continuava magra, era apenas a barriga que cresceu desproporcionalmente. Meu pai dizia que era por causa do bebê, mas eu não consegui lembrar o dia que minha mãe comeu esse bebê para ficar tão gorda.

Naquela época não dava para saber o sexo do bebê antes do nascimento. Por causa disso fizemos um acordo, se fosse menina, minha irmã escolheria o nome, por outro lado, caso fosse menino, eu ficaria com essa responsabilidade. Acho que minha irmã tinha escolhido o nome de Bianca para meu irmão, e eu, fiquei bastante na dúvida.

Como eu tinha uma namorada na época chamada Rafaela, eu quis homenageá-la. Namorada em termos né! Sabe como é, aos cinco anos de idade a gente pensa que todas as meninas do mundo gostam de vc, e que vc pode ter diversas namoradas. No meu caso eu tinha escolhido a Rafaela para namorar, mas evidentemente, ela não sabia disso! Eu acho! Enfim, chegou o grande dia, lembro-me como se fosse ontem (acho que eu já disse isso, é a força do hábito! Mau hábito).

Enfim, minha mãe disse: - O bebê está vindo!
Então, pensei comigo, é só esperar que daqui a pouco ele chega.

Tocou a campainha!

Meu pai correu para abrir, esperei que fosse o bebê, mas não era! Era apenas minha avó que tinha vindo para tomar conta de mim e de minha irmã, enquanto meu pai e minha mãe se arrumavam para sair!

Peraí!
Onde é que vocês vão?
O bebê está chegando e vocês vão embora?!
Que tipo de pais são vocês?!
Relapsos, hum...

Minha mãe, agora bem gordinha, chegou para mim e minha irmã e disse:

- Comportem-se e obedeçam sua avó! O bebê está chegando, temos que ir.
Depois entrou na  Caravan SS cinza e preta de meu pai, e saíram.

Acompanhei com os olhos o carro até sumir na esquina. Onde será que eles foram?

A briga em casa era para saber em qual quarto o bebê iria dormir. Segundo a lógica, se eu escolhesse o nome do bebê, ele iria dividir o quarto comigo, agora se fosse minha irmã que escolhesse o nome, o direito de dividir o quarto seria dela.

Como minha irmã era mais velha, ela que seria responsável pelos principais cuidados com o bebê, a minha responsabilidade resumiria em observá-lo e delatá-lo se fizesse algo errado.
Feitos os acordos, chegou a hora de dormir.

Peraí! Mas o bebê vai chegar, não quero estar dormindo quando ele chegar! Afinal nem meu pai nem minha mãe ficaram para recebê-lo, eu quero ao menos estar acordado. Não tem conversa... hora de criança ir para a caminha. Enfim fomos nós dormir cedo para receber o bebê no dia seguinte.

De noite, sonhei com ele jogando bola comigo (é claro que isso não é verdade, pois dificilmente lembro-me dos sonhos de ontem a noite, quanto mais do que sonhei no dia 3 de junho de 1980, em Itapetininga, quando tinha 4 anos) Aliás, quem me conhece sabe que raramente sonharia que estava jogando bola, mas enfim, falta uma semana para a copa do mundo.

Na manhã seguinte, cansado do jogo de futebol, demorei para acordar. Fui para a cozinha, tomar café com minha irmã e meus avós, quando o telefone tocou. Era meu pai, o telefone passou na mão de todos em casa, e como eu era o mais novo, fui o último a pegar o telefone. Ao fundo, com um chuvisco característico do início dos anos 80 pude reconhecer a voz do meu pai que me disse:

Marcelo... é Rafael! Seu irmão é Rafael!

Bemvindo maninho querido! Meu fã e meu ídolo!
Amo você do fundo do coração...

P.S. Jó, não fique triste por eu não escrever sobre seu nascimento, desse eu não lembro nada mesmo, afinal eu tinha -3 anos, mas vou usar minha imaginação para um texto em breve.
Amo muito você tbm.


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Texto com Intertexto + Retexto

Trata-se de uma aquecimento inicial da disciplina para a análise diversas formas de se contar uma história (prosa/poesia/aula/infográfico/game/filme/animação/arte sequencial/etc) entretanto para aproveitar a produção, a história inicial (que será chamado de texto-fonte) deverá ser baseada em conteúdos cinematográficos, ou seja, deve fazer referência ou alusão à história do cinema e suas peculiaridades.

Depois de escrita essa pequena história, os trabalhos serão trocados e os novos grupos irão reescrevê-los usando arte sequencial com técnicas de sketch, photoshop ou foto.

Público-alvo: interessados em arte sequencial e histórias
Formato: jpeg 500px de largura por altura necessária

Tipo de entrega:
1) Texto-fonte: entrega escrita em forma de storyline 07/nov
2) Retexto: jpeg com busca de intertextos

Grupos: dupla










Foto-texto

Fotomensagem

Com o objetivo de promover uma revisão dos assuntos de fotografia de uma forma divertida, foram desenvolvidas criativamente 4 imagens para redes sociais associadas a mensagens de qualquer estilo. 

As fotos foram planejadas com antecedência (ou deveriam ser) e apresentados em forma de sketch ( bem, o resultado seria mais produtivo se o sketch fosse produzido antes da foto, e não o contrário).

Os resultados foram entregues em formato jpeg. São 4 fotomensagens para redes sociais, cada uma delas com uma característica específica:

  • a.     movimento riscado
  • b.     Movimento congelado
  • c.     Lightpaint
  • d.     Baixa Profundidade de Campo
Público-alvo: depende do conteúdo da fotomensagem, mas praticamente usuários de redes sociais

Grupos: dupla




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sábado, 22 de junho de 2013

Traduzindo imagens


Retextualização:: Pequena narrativa > storyboard > fotosequência

Solicitei aos alunos que traduzissem textos em imagens, para isso seria necessário que desenvolvessem um pequeno texto reflexivo que servirá de base para uma fotosequência, esses textos poderiam ser simples narrativas contanto apenas fragmentos de histórias para ser representadas visualmente.

O resultado foi gratificante, pois de um lado havia o anseio da aula com um professor novo ainda desconhecido e que não sabiam ao certo o grau de exigência do conteúdo, e por outro lado,  uma qualidade técnica apurada de alunos dedicados e que não se satisfazem em fazer apenas o que foi solicitado, buscando sempre ir além. Assim, as história ganharam uma complexidade e um profundidade semântica intensa.

A ideia inicial era escrever uma pequena história que passou a ser chamada de texto-fonte. Esses textos-fonte foram trocados entre as equipes e cada nova equipe desenvolveu um storyboard.  Para nós a storyboard foi considerado um meio de transição, cujo fim seria servir de subsídio de uma nova linguagem, a fotosequência

Nesse momento os textos-fonte foram suprimidos, exigindo um afastamento da linguagem original para uma nova linguagem: uma sequência de fotos a partir do storyboard. As equipes tiveram um prazo de uma semana.

Texto 1 -  Ahn?

Como ele fez pra pôr um sonho noutro sonho?

Real e imaginário,
Sobrepostos e misturados.
Quando acordado nada faz sentido
Envolvido pelo sono,
Cessam todos os ruídos.
Lá no consultório, ao doutor parece lógico:

ESQUIZOFRENIA. Tome a conta e o diagnóstico.


Texto 2 – Vida Coxinha

Crianças nascem com sonhos
Crescem focados no que querem realizar
Envelhecem e acomodam-se com o sonho dos outros
Morrem com a vida vazia.

Texto 3 – andava sozinho pela rua, sabia que não deveria
ter saído da cama naquele dia.
O barulho era caótico.
Pessoas correndo,
buzinas, celulares.
Olhou para um lado e de repente,..., 

silêncio, silêncio, silencio...

Texto 4 – A viagem

Um homem andava normalmente na calçada
lançando sua bela maçã.
A cada três passos, sem medir sua força
a maçã alcançou um voo vertical à vários andares
do antigo prédio.

Texto 5 – “- De tanto esperar a justiça divina, ela,
como  pertencente a um povo, se auto intitulou
“ A VOZ DE DEUS” e fez justiça com as próprias mãos.
Sacrilégio.”

Texto 6 – Segunda-feira, 5:40 da manhã, como de costume ele levanta da sua cama, toma seu banho de toda manhã, escova seus dentes na frente do espelho, toma seu café amargo cotidiano, e sai para mais um dia de trabalho com a estranha sensação de que algo está fora de sua rotina.
Chega no mesmo ponto de ônibus e embarca automaticamente no primeiro ônibus que passa.
Ele se acomoda e cochila.
Acorda às 7, hora de descer.
Com surpresa ele percebe que está onde não deveria estar, no gueto.
Lugar onde sempre e noite, onde a violência e a lei do cão imperam, um lugar para poucos e fortes,
onde os fracos não tem vez           .
Amedrontado com todos os olhares em sua direção, caminha lentamente tentando se
Passar despercebido. Perdido embarca novamente no primeiro ônibus que aparece.
Aliviado por estar fora de perigo, cochila.
E como de costume ele acorda como sempre e desce no seu ponto.
Porém ele está no gueto. Surpreso por voltar procura desesperadamente por alguma maneira de escapar.
Encontra uma estação de metrô, e de baixo dos olhares das piores espécies, embarca no primeiro metrô.
De olhos bem abertos acompanha o caminho do metro pela janela para ter a certeza de que sairá daquele lugar.
Muitas paradas depois resolve descer.
Encontrando uma estação deserta corre pelas escadas de saída e com um grito desumano percebe que todos os caminhos levam ao gueto.


7- "It's like a coal to New Castle"